23.1.15

Gosto da poesia como ciência como o Fernando Pessoa

Gosto da poesia precisa... não a que anda às voltas mas a que chama as coisas pelos seus nomes... ela não é tanta assim... mas se estivermos atentos conseguimos extrair o seu sentido original
Dirão, mas isso é retirar-lhe o mistério...
Não, isso é revelá-lo!... Isso é elevá-la para o que ela tem de dar ao mundo!
Gosto da poesia como ciência como o Fernando Pessoa
Não podemos esconder o conteúdo dela só para que ela soe melhor aos ouvidos
É a minha veia latina, talvez... a querer extrair todo o sumo da outra veia, a celta!
É a minha mente avidamente a beber o sumo do coração!
A verdadeira rima da poesia não está na sua forma, mas no seu conteúdo... porque o que precisa rimar não é o poema: é o homem! É o poeta! É o leitor!
É a vida em nós que precisa rimar, a cada batida do coração, a cada respiração, tudo rimando num só poema, tudo melodicamente sincronizado!
 
Que o meu amor não é pela poesia, é pela Vida! Exatamente como o Thiago de Mello:

 "Mas dito seja, de uma vez por todas,
que nada faço por literatura,
que nada tenho a ver com a história,
mesmo concisa, das letras brasileiras. 
Meu compromisso é com a vida do homem"

O que a minha alma anseia é que as letras desapareçam da face da Terra como o Mia Couto diz que se quer libertar das palavras!
Não tenho qualquer apego a obras literárias ou à história dos homens! Que o meu apego é à luz que me liberta de todos os apegos!

Não amo a arte (vista como algo separado da vida), amo a vida como arte!
Porque só isso é real! Só isso é possível sentir e ser! Só isso está VIVO!