25.1.15

O horizonte desvenda-se e o sentir une todos os povos

"(...) o protagonista de 'Os Lusíadas' será o primeiro a contar a história do seu país e a reivindicar uma missão de descoberta – 'Os Portugueses somos do Ocidente / imos buscando as terras do Oriente'. O Mediterrâneo deixa de ser um 'Mare Clausum' para se prolongar num 'Mare Infinitum' (...). Às aventuras do mar sucede, não o mistério, mas o deslumbramento. O horizonte não é já apenas o mar sem fim, tenebroso e tremendo, mas um Mundo Novo em que os homens espalhados pelo orbe inteiro passam a estar ligados pelo mar oceano, em vontade de novo convívio e com a possibilidade de acolher as experiências dos povos mais longínquos, em admiração mútua e em confiança recíproca. A Europa ganha nova dimensão, o mundo assume também nova espessura e o Homem assegura novas capacidades: a maior delas será a de admiração frente aos outros, depois de se ter convencido da dignidade própria. A Europa regressa a si mesma (...)."Aires  Nascimento
Outra missão de descoberta urge: deixar o sentir abrir-se e se prolongar ao infinito!
Aventurar-se no sentir é revelar o mistério como deslumbramento
O horizonte desvenda-se e o sentir une todos os povos