29.1.15

O sopro do coração antecede todas as ações do homem...

A vontade original é a 'ventade', a vontade do vento
Ela vem-tarde, mas não falha, porque ela vive encoberta no movimento de todos os seres, mesmo eles não o sabendo
A 'ventade' é o sopro do coração... o sopro do coração antecede todas as ações do homem, ele acha-se livre porque não sabe estar preso a essa 'ventade'... que o é desde sempre a para sempre...
http://youtu.be/tI7UWKi5Hsg

"Os homens acham que são livres porque «são conscientes de suas volições e apetites e ignoram as causas que os dispõem a querer e apetecer». O homem considera-se a causa primeira e única dos seus desejos e ignora o condicionamento causal. A imaginação faz com que o homem perceba os efeitos das suas ações e acredite estar no comando, ignorando as verdadeiras causas e engendrando a ilusão do livre-arbítrio.
Se o homem é apenas um modo de uma substância e não possui livre-arbítrio, como podemos dominar as afecções e chegar -só- à liberdade? (...) Tudo pode ser explicado a partir de uma única raiz: Deus." Espinosa
"O acto de conhecimento e de criação é um acto de amor. Fechando assim um círculo único - o da eternidade.
Numa transmutação última, onde tudo é consumido por esse fogo purificador, o «amor Dei intellectualis» [Espinosa]." Dalila Pereira da Costa

Os homens são comandados pelo Amor que é Deus e que é o seu verdadeiro intelecto, o que os une à vida, que não é ar mental, mas fogo do coração!


Não, o homem não é livre, ele está preso... à Vida! Só que essa prisão é a sua derradeira liberdade, a que o dá à Luz - a que o liberta de dentro para fora!
É o sopro do coração que cria o homem e, por consequência natural, o conhecimento que ele tem de si e da vida... assim, o homem e o seu conhecimento de si são inseparáveis dessa força maior que o move - que o comove!
TUDO É UM SÓ... SOPRO... DE LUZ!
http://youtu.be/orGe4bIkD1A

Só quando o homem compreender aquilo que o prende por sua própria vontade (profunda, do vento que nele sopra) pode ser livre - luz!
Só então o homem pode ver - viver!