1.2.15

A História do Coração e da Alma

Era uma vez o Coração, ele circulava meio fechadinho, não tão fechado que não compreendesse que tudo era ele e se sentisse ele em tudo... mas faltava-lhe um sentido que o fizesse ser além dele e, ainda assim, ele...

 
Então, por acaso, num dia como qualquer outro, e nunca tão ele mesmo, a Alma viu o Coração, sem ele mesmo dar por isso... os Dois se encontraram e disseram com o olhar o que não conseguiram traduzir em palavras... os Dois se protegeram e se compreendiam numa língua rara...
Mas, há sempre (?) um mas, com o tempo, se perderam um do outro...
 
(...há sempre um mas até que o Coração seja o mais que é...)
O Coração já sentia, mas só com a Alma aprendeu como se amava... e só aprendeu quando foi obrigado a desprender-se dela... só assim, ele aprendeu a senti-la em si... só assim, ele viu que era a face invisível dela, e ela a face visível dele... (foi Plutão que lhe revelou o que Platão quis dizer...)
Só... assim...
http://youtu.be/8QKlS1hTZRo
 *"a ideia geral (disse Platão) de que o corpo é a face visível do espírito e o espírito a invisível do corpo"